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 Catapultas
 

 

A construção de sistemas mecânicos, alguns bem sofisticados, recorrendo apenas a técnicas de pioneirismo, tornou-se habitual nos cursos da Insígnia de Madeira, em Gilwell, depois da 2ª Guerra Mundial. Mais do que a sua utilidade prática, em causa estavam objectivos e mais valias para o Escutismo: desenvolvimento do espírito de equipa, habilidade manual e destreza física, capacidade de resolução de problemas, engenho e espírito de iniciativa.
Entre os vários tipos de projectos que podem ser desenvolvidos com técnicas de pioneirismo, as catapultas são especiais, uma vez que, não tendo qualquer utilidade prática, exigem maior empenho das patrulhas e, ao mesmo tempo, proporcionam divertimento garantido.
Facilmente se podem delinear regras para jogos inter-patrulhas com catapultas. O objectivo pode ser derrubar troncos verticais ou fazer cair a “bala” dentro de um círculo determinado. Podem lançar-se sacos de areia, bolas de borracha ou balões de água. Os “alvos” podem estar mais ou menos distantes, assim como o tamanho das catapultas pode variar entre modelos com a altura de um Explorador e modelos com 3 ou 4 metros de altura. Um jogo com catapultas pode ocupar toda uma tarde, entre o planeamento, a construção e o jogo em si.
Deixamos-te aqui 4 exemplos de catapultas, com grau crescente de dificuldade, para poderes tirar ideias. Em todas elas, as estruturas devem estar fixas ao chão com estacas.

 

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Modelo A

Usando um cavalete simples e duas latas. O eixo de rotação do braço da catapulta é encaixado entre duas latas, para girar com maior facilidade. A parte frontal inferior do cavalete serve de batente para o braço.

 

 

 

 

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Modelo B

Um suporte em triângulo serve para a rotação do braço e para o batente. Para o braço não escapar, o vértice superior do triângulo deverá ter umas laçadas frouxas para o prender e permitir a rotação. Para dar mais estabilidade, é feita uma estrutura à retaguarda.

 

 

 

 

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Modelo C

O braço feito com duas varas permite maior estabilidade no lançamento. São necessárias duas pessoas para puxar as cordas, sendo que estas passam por uma roldana, cada uma, que causará menos fricção e, assim, maior velocidade.

 

 

 

 

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Modelo D

Este modelo muito elaborado pode levar muito tempo até ficar afinado. O braço utiliza um contrapeso feito com um tronco grosso, tendo, na outra extremidade, um braço auxiliar, mais pequeno, que, por sua vez, está dependente de uma espia presa ao chão. Quando o braço principal chegar ao batente, esta última espia esticará de todo, accionando o braço auxiliar, dando um poder de lançamento muito superior.

 

 

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Exemplo de um campo para jogos com catapultas, para 3 patrulhas, usando como alvo troncos verticais e círculos, pontuando-se pelos troncos derrubados e pelas “balas” que fiquem no interior dos círculos.