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 Capitulo VII - Servidores de Sua magestade
 

 

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Podeis resolvê-lo por fracções ou simples regra de três,
Mas é que o modo de Tomás não é o modo de Tomé,
Pode torcer-se, virar-se, entrançar-se até se cair de vez,
Mas o que é o modo de João Calan não é o modo de João Cale.

Locais


Ròalpíndi

“…num acampamento de trinta mil homens, milhares de camelos, elefantes, cavalos, mulas e bois, todos concentrados num sítio chamado Ròalpíndi…”

Personagens

  Nome   Descrição
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Raposinha

O Cão

“…o meu cão rateiro…”

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Biddy

A Mula

“…mas a jovem mula achegou-se, a Biddy.”

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Hapur

Touro

“Nosso pai era touro sagrado…”

 

Xiva

O Deus

 

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Sunol

Cavalo

“como o cavalo australiano ficaria.”

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Carbine

Cavalo

“…vencedor da taça de Melburne…”

 

Dois Rabos é gíria de acampamento para significar elefante.”

“Brumby quer dizer cavalo selvagem sem qualquer domesticação.”

 

Canto de Parada das Bestas do Acampamento

Elefantes das juntas das peças
A Alexandre hercúlea força e tamanha
Demos, e a ciência da fronte e dos joelhos a manhã!
A cerviz ao labor nos ferraram e soltaram-nos ninguém tenta.
Passagem, dêem passagem às equipas de dez pés
Do comboio das peças de quarenta!

Bois de Bateria
Aqueles heróis com arreios fogem Às balas de canhão
E o cheiro da pólvora a todos desalenta;
De novo com as peças a reboque entramos em acção;
Abram fileiras, vão passar as vinte juntas
Do comboio das peças de quarenta.

Cavalos de Cavalaria
Pelo ígneo sinete da minha espádua, a mais bela das canções
É tocada pelos lanceiros, hussardos e dragões;
E mais do que a “Cavalariça” ou “Água” me agrada a melodia
Da Bonnie Dundee cavalos em acção.

Mulas das Peças de Montanha
Enquanto eu e companheiros o alto da colina escalamos,
Perdia-se a vereda dos coiros rodados; avançamos,
Pois sabemos enroscar-nos, trepar e estar sempre à frente.
Meus rapazes!
Que prazer, no monte, ter uma ou duas pernas de suplente!
Sim, bem haja o sargento que o caminho nos deixa trilhar
E mal haja um condutor que um fardo não sabe aparelhar.
Pois sabemos enroscar-nos, trepar e estar sempre de frente.
Meus rapazes!
Que prazer, no monte, ter uma ou duas pernas de suplente!

Camelos da Manutenção
Não temos monte de camelagem propriamente
Que alicie os camelos a trote intermitente.
Mas o pescoço é um trombone cabeludo!
(Rit-ta-ta-ta! É um trombone cabeludo!)
Eis o grito marcial que sabemos:
Não podemos! Não fazemos! Não queremos!
Passe-se o grito a toda a linha.
Caiu do lombo a alguém a carga;
Quem me dera que fosse a minha!
A carga de alguém tombou na via;
Bem-vindo seja o “alto” para armarmos chinfrim;
Urr! Yarrh! Grr! Arrh!
Alguém está a apanhar sua máquina.

Todos os Animais em Conjunto
Filhos do acampamento todos nós,
Cada um a servir empresta a voz.
Do jugo descendentes e dos freios
Do fardo, do aguilhão, coxim e arreios.
Nossa linha, verde, cruzando o vale
Como fio de trela sem igual
Serpeando, retorcendo, a quem seja
Arrastando vem tudo prà peleja.
Ao lado há homens que também caminham,
Sujos, calados, do olhos que adivinham
Razões porque trilhamos a mesma via
E sofremos nós e eles dia a dia.

Filhos do acampamento todos nós,
Cada um a servir empresta a voz.
Do jugo descendentes e dos freios
Do fardo, do aguilhão, coxim e arreios.