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Lembrar-me eu quero do que fui. Farto estou de cadeia e corda. Meu vigor doutrora vou lembrar, vida que a selva recorda. Por um feixe de cana-de-açúcar meu dorso não vou trocar; Ao povo da floresta em seus covis, aos meus quero voltar.
Andar à solta até quem rompa o dia, até que surja a aurora, Sorver da brisa e do orvalho a carícia tonificadora: A tenaz do tornozelo olvidar, partir estes grilhões! Meus amores perdidos quero ver, livres e brincalhões!
Locais
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Diangue |
“Quantos meandros tem este rio Diangue?” |
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Garou |
“…no coração dos montes Garou!” |
Personagens
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Nome |
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Descrição |
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Cala Nague |
Elefante |
“Cala Nague que quer dizer Cobra Negra, servira o governo da Índia durante quarenta e sete anos…” |
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Rada Piari |
Mãe Cala Nague |
“Sua mãe, rada Piari – Rada, a queridinha…” |
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Tumai Grande |
Elefante “o condutor” |
“…Tumai Grande, o condutor, filho de Tumai Preto,… e neto de Tumai do Elefantes…” |
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Tumai Preto |
Pai de Tumai Grande |
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Tumai dos Elefantes |
Avô de Tumai Grande |
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Tumai Pequeno |
Filho mais velho de Tumai Grande |
“…estatura de quatro pés, com um trapo apenas sobre o corpo. Tinha dez anos, o filho mais velho de Tumai Grande…” |
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Peter Sàibe |
Chefe das operações |
“Era o chefe de todas as operações da quèdá – aquele que apanhava todos os elefantes para o Governo da Índia e que sabia mais dos costumes dos elefantes do que qualquer outro homem vivo.” |
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Machua Appa |
Pisteiro-mor |
“…o pisteiro-mor…” |
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Barmão |
Novilho |
“…quando tentávamos afastar da mãe aquele jovem novilho com a malha na espádua.” |
Xiva e o Gafanhoto (Canção que a mãe de Tumai cantava ao menino)
Xiva, que derramava a colheita, e os ventos com a voz possante Agitava, sentado no limiar dum dia já distante, A cada um deu seu quinhão: comida, labor, desengano, Desde o pedinte ao portal até ao trono do soberano.
Todas as coisas criou, Ele, Xiva, o Conservador. Mahadeo! Mahadeo! De tudo é criador – Espinhos ao camelo, feno para os bois e À face dormente O coração terno duma Mãe, ó meu filhino inocente1
Dispensou o trigo ao rico, e o milho alvo aos deserdados, Sobejos de presigo aos santinhos que esmolam desdenhados; Gado ao tigre e ao milhafre a carne apodrecida; Vísceras, ossadas, à noite, ao lobo sem guarida: Não achou ninguém de mais humilde ou alto demasiado E Parbati, enlevada, via-os partir e chegar, a seu lado. Expondo Xiva à troça, o marido engana em fútil devaneio: Apreendeu um pequeno gafanhoto, escondendo-o no seio.
E assim enganou ela a Xiva, o Conservador. Mahadeo! Mahadeo! Voltai-vos a ver: Majestosos os camelos e os bois de peso ingente: Mas este era o mais pequenino, ó meu filhinho inocente!
E feita a distribuição, Ela, este gracejo Lhe dá: “Dum milhão de bocas, sem comer, nem uma só haverá?” Rindo, Xiva, o Mestre, respondeu: “Cada um tem seu quinhão; Até mesmo esse pequenino que tens junto ao coração.” Entrementes, do seio o arrancou Parbati, a que roubava E viu que o mais pequeno dos seres folha tenra devorava. Contemplou, temeu, extasiou-se e fez a Xiva uma prece Àquele que alimenta e vivifica a tudo quanto cresce.
Todas as coisas criou, Ele, Xiva, o Conservador. Mahadeo! Mahadeo! De tudo é Criador – Espinhos ao camelo, feno para os bois e À face dormente O coração terno duma Mãe, ó meu filhinho inocente! |
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