Escutismo » Lobitismo » Livro da Selva » Capitulo V - Ríqui-tíqui-távi   Entrar
  
  

 Capitulo V - Ríqui-tíqui-távi
 

 

livrodaselva05.jpg

 

Na toca onde dera entrada
Bradou Olho Rubro ao Pele Enrugada,
Ouvi Olho Rubro, de pequeno porte:
“Nague, salta a dançar com a morte.”

Olho com olho e testa com testa
(A compasso, Nague.)
Com a morte fundará a festa;
(Às tuas ordens, Nague.)
Torce, revira e virou!
(Corre a esconder-te, Nague.)
Ah! A morte capelo errou!
(Maldito sejas, Nague!)

Locais

Sigáuli “Eis a história que Ríqui-Tíqui-Távi travou sozinho, pelas salas de banho do grande bangaló, na estação militar de Sigáuli.”

Personagens

  Nome   Descrição
manguço.jpg

Ríqui-Tíqui-Távi

Manguço

“Era mangunço, muito parecedo com um gatinho no pêlo e na cauda, mas exactamente igual à doninha na cabeça e nos hábitos. Os olhos e a ponta do focinho irrequieto eram cor de rosa…”
“…era manguço genuíno…”

passaro02.jpg

Darzi

Pássaro

“…o pássaro alfaiate…”

rato01.jpg

Chuchundra

Rato

“…o rato almiscarado, que nunca se arrisca ao meio do soalho e se encosta sempre à parede…”

 

Teddy

Rapaz

“…saltou para o ombro do rapazinho.”

cobra01.jpg

Nague

Cobra Negra

“…a grande cobra negra que tinha cinco pés de comprimento desde a ponta da língua à ponta da cauda.”
“O Grande Deus Brama…”

cobra02.jpg

Nagaína

Grande Cobra

 

cabra.jpg

Caraite

Cobrinha

“…a cobrinha acastanhada e poeirenta que anda de preferência sobre o pó da terra e é tão perigosa como a cobra de capelo. (…) é tão pequena que ninguém se lembra dela, e por isso pior mal faz Às pessoas.”

rato03.jpg

Chua

Rato (primo de Chuchundra)

“- Meu primo Chua, o rato, …”

passaro04.jpg

Caldeireiro

Passarinho

“…é um passarinho que faz um ruído exactamente igual ao bater de um martelinho sobre uma panela de cobre…”
“…é ser ele o pregoeiro de todos os quintais…”

 

Rique-tique-tiqui-tiqui-tcheque!
 Grito de guerra de Ríqui-Tíqui-Távi

 

Hino de Darzi
(cantado em honra de  Ríqui-Tíqui-Távi)

Sou alfaiate e sou cantor –
Dobrados feitos são meu gozo –
Orgulho-me da voz que é um primor
E da casa que a pontos coso.

Canta outra vez aos teus filhinhos –
Mãe, eleva a fronte, que o mal
Que acometia nossos ninhos
Morreu! A morte jaz no quintal!
O terror oculto nas roseiras é impotente –
Lançado morto ao lodaçal!

Qual foi que nos livrou, mas qual?
Apregoai seu ninho e geração.
Ríqui, o valente, o leal,
Tíqui, o de olhos em tição.
Ríqui-Tíqui-Távi, o de unhas de marfim –
Caçador de olhos em tição.

Dai-lhe dos pássaros o louvor
Chilreando de anca a arrebitar
Côa voz do rouxinol, cantor…
Não! Vou louvá-lo em seu lugar.
Ouvi! Vou cantar-vos os louvores de Ríqui,
O de cauda de garrafa e de olhos a faiscar.
(Aqui  Ríqui-Tíqui interrompeu, e o resto da canção se perdeu.)