| |

Na toca onde dera entrada Bradou Olho Rubro ao Pele Enrugada, Ouvi Olho Rubro, de pequeno porte: “Nague, salta a dançar com a morte.”
Olho com olho e testa com testa (A compasso, Nague.) Com a morte fundará a festa; (Às tuas ordens, Nague.) Torce, revira e virou! (Corre a esconder-te, Nague.) Ah! A morte capelo errou! (Maldito sejas, Nague!)
Locais
| Sigáuli |
“Eis a história que Ríqui-Tíqui-Távi travou sozinho, pelas salas de banho do grande bangaló, na estação militar de Sigáuli.” |
Personagens
| |
Nome |
|
Descrição |
 |
Ríqui-Tíqui-Távi |
Manguço |
“Era mangunço, muito parecedo com um gatinho no pêlo e na cauda, mas exactamente igual à doninha na cabeça e nos hábitos. Os olhos e a ponta do focinho irrequieto eram cor de rosa…” “…era manguço genuíno…” |
 |
Darzi |
Pássaro |
“…o pássaro alfaiate…” |
 |
Chuchundra |
Rato |
“…o rato almiscarado, que nunca se arrisca ao meio do soalho e se encosta sempre à parede…” |
| |
Teddy |
Rapaz |
“…saltou para o ombro do rapazinho.” |
 |
Nague |
Cobra Negra |
“…a grande cobra negra que tinha cinco pés de comprimento desde a ponta da língua à ponta da cauda.” “O Grande Deus Brama…” |
 |
Nagaína |
Grande Cobra |
|
 |
Caraite |
Cobrinha |
“…a cobrinha acastanhada e poeirenta que anda de preferência sobre o pó da terra e é tão perigosa como a cobra de capelo. (…) é tão pequena que ninguém se lembra dela, e por isso pior mal faz Às pessoas.” |
 |
Chua |
Rato (primo de Chuchundra) |
“- Meu primo Chua, o rato, …” |
 |
Caldeireiro |
Passarinho |
“…é um passarinho que faz um ruído exactamente igual ao bater de um martelinho sobre uma panela de cobre…” “…é ser ele o pregoeiro de todos os quintais…” |
Rique-tique-tiqui-tiqui-tcheque! Grito de guerra de Ríqui-Tíqui-Távi
Hino de Darzi (cantado em honra de Ríqui-Tíqui-Távi)
Sou alfaiate e sou cantor – Dobrados feitos são meu gozo – Orgulho-me da voz que é um primor E da casa que a pontos coso.
Canta outra vez aos teus filhinhos – Mãe, eleva a fronte, que o mal Que acometia nossos ninhos Morreu! A morte jaz no quintal! O terror oculto nas roseiras é impotente – Lançado morto ao lodaçal!
Qual foi que nos livrou, mas qual? Apregoai seu ninho e geração. Ríqui, o valente, o leal, Tíqui, o de olhos em tição. Ríqui-Tíqui-Távi, o de unhas de marfim – Caçador de olhos em tição.
Dai-lhe dos pássaros o louvor Chilreando de anca a arrebitar Côa voz do rouxinol, cantor… Não! Vou louvá-lo em seu lugar. Ouvi! Vou cantar-vos os louvores de Ríqui, O de cauda de garrafa e de olhos a faiscar. (Aqui Ríqui-Tíqui interrompeu, e o resto da canção se perdeu.) |
|